quarta-feira, 28 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de julho de 2010
RELATÓRIOS DO GESTAR II
TP1
A TP1 apesar de ter sido discutida nos últimos encontros do gestar não perdeu o seu foco de importância uma vez que discute as variantes lingüísticas em todos os aspectos culturais e literários, cultura aqui definida como tudo aquilo que é produzido pela humanidade quando homens e as mulheres transformam os recursos naturais e as próprias formas de pensar e fazer (praticas de cultura).
Nessa TP tivemos a oportunidade de desfazer alguns equívocos nas variantes da língua, ampliando os conceitos da norma culta.
Foi muito gratificante compreender o que é a intertextualidade e suas varias formas de se apresentar como a parodia que é um tipo de texto que parte de outro, mas perde seu eixo central e assume uma postura critica.
A paráfrase que trata-se da retomada de um texto sem perder ou mudar seu fio condutor sua lógica como exemplo resumos, adaptações e traduções.
O pastícese que é também um tipo de intertextualidade, que sai do texto especifico e passa a fazer proveito, dos recursos e do clima que a obra possa oferecer.
Essa TP foi fundamental para discutirmos a questão do ponto de vista, que traduz no escrito os momentos históricos sujeito locutor e interlocutor como essa compreensão é importante no âmbito da sala de aula, já que ao solicitar a análise ou a produção de um texto, pois se parte de um ponto de vista, mas cabe ressaltar que toda opinião pode ser contestada, mas deve ser respeitada
TP2
Na TP 2 da L.P. vimos um pouco sobre lingüística e analise literária.
O formador Rubem Pinto esclareceu inicialmente, alguns pontos sobre “Analise Lingüística” e “gramática”. Ressaltou sobre três concepções de gramática a interna, a descritiva e a normativa. Frisou que a gramática interna é o conjunto de regras que qualquer falante da língua domina, a descritiva é o conjunto de regras que o observador da língua procura compreender e explicar, já a gramática normativa é voltada para as regras da norma culta, que privilegia a modalidade escrita e a linguagem literária.
Em seguida o formador direcionou o estudo das seções em grupo, de forma que cada grupo ficou com uma seção e socializou os conhecimentos adquiridos com os demais.
TP4
A TP4 nos remeteu ao nosso processo de construção da escrita uma vez que o seu estudo nos fez refletir quanto ao desenvolvimento da escrita, sua função social e as diversas formas que a sociedade letrada a utiliza e representa.
Assim é possível salientar que as reflexões feitas nos grupos sobre o conceito de letramento se tornou bem mais amplo pois com as intervenções do formador concluímos que letramento não se restringe apenas a escrita convencional e sim aos modos com que esta se apresenta na sociedade, com seus usos e suas funções nas diferentes situações comunicativas em que é utilizada coletiva e pessoalmente. Compreendemos também com o estudo da TP que a leitura e a escrita são atividades de comunicação e que fazem parte da cultura e ao mesmo tempo se constroem historicamente.
Foi debatido também nesse encontro como se da os usos e funções da escrita no cotidiano leitura na sala de aula.
Foi salientado também a importância de valorar os conhecimentos prévios do sujeito envolvido no processo.
Ainda discutimos que o “Ler” é diferente do “Compreender o texto”, pois o ato de ler se restringe a reconhecer palavras e seus significados e já a compreensão é bem mais amplo, pois alem do reconhecer palavras e significados é também um construir pensamentos, raciocínios e saberes, carregados de intenções do sujeito que lê.
Por fim essa TP trouxe para práxis de qual quer educador uma grande contribuição tanto no ato de valorar os saberes do educando como nas questões que envolvem os processos de construção da leitura e da escrita perspectiva do letramento.
TP5
A TP5 foi realizada por meio de seminário.
O formador distribui os temas para os grupos e em seguida, cada grupos e em seguida, cada grupo se organizou para a elaboração dos trabalhos a serem apresentados no seminário.
O primeiro grupo ficou com o tema “Estilística” que estuda os valores ligados à sonoridade, à significação e formação das palavras, à constituição da frase e do discurso. O grupo fez uma belíssima e esclarecedora apresentação em PowerPoint.
O segundo grupo, do qual eu fui componente, falou sobre “ consciência textual” trabalhamos com alguns slides interessantes e divertidos onde os discursos estava incoerentes com a pratica para melhor compreensão do tema.
O terceiro grupo apresentou o tema “coesão textual” bastante esclarecedor quando apontou que coesão textual refere-se às relações de sentido que se estabelecem no interior do texto.
Já o quaro grupo, ficou incumbido de apresentar o tema “Relações lógicas no texto”, com muita clareza o grupo ressaltou que nas nossas interlocuções diárias, buscamos sempre o fio condutor da organização das idéias e das informações: buscamos a lógica dos discursos.
O formador parabenizou todos os grupos pela brilhante apresentação no seminário.
TP6
Na unidade 21 da TP6, vimos um pouco sobre tipos textuais. Ficou claro por meio dos estudos realizados que toda manifestação lingüística é também basicamente argumentativa, mas nem sempre temos consciência disso.
Estudamos também as funções básicas da língua escrita vejamos algumas: “Expressiva” é utilizada para expressão individual, centrada no eu. EX: diário, depoimentos etc. “Função Apelativa” centrada no leitor para influenciar seu comportamento. “função metalingüística” quando a linguagem se refere a si mesma, se constituindo objeto de descrição e explicação. “Função poética” ao focar no texto as sua possibilidades expressivas, o autor visa elaborar no leitor uma experiência estética e por ultimo, a função referencial, utilizada para descrever, conceituar, informar.
Ainda nesta TP, na unidade 23, vimos como deve ocorrer o processo de produção textual, especificamente revisão e edição. Aprendemos que o ensino e aprendizagem do processo de revisão requerem uma pratica de estratégias de releitura, reflexão e do afastamento do escritor do seu próprio texto. Outro fator importante é não colocar excessivas exigências para escritores que têm severos problemas com a escrita.
Fechamos a unidade 24 com o tema “Literatura para adolescentes”. Discutimos sobre a riqueza literária encontrada nos livros que tem o adolescente como público alvo. Sabemos que eles lêem pouco, mas muitas vezes, seus problemas de leitura insuficiente estão ligados a uma leitura insuficiente do professor e de praticas pouco produtivas da escola, em torno do ato de ler.
A TP1 apesar de ter sido discutida nos últimos encontros do gestar não perdeu o seu foco de importância uma vez que discute as variantes lingüísticas em todos os aspectos culturais e literários, cultura aqui definida como tudo aquilo que é produzido pela humanidade quando homens e as mulheres transformam os recursos naturais e as próprias formas de pensar e fazer (praticas de cultura).
Nessa TP tivemos a oportunidade de desfazer alguns equívocos nas variantes da língua, ampliando os conceitos da norma culta.
Foi muito gratificante compreender o que é a intertextualidade e suas varias formas de se apresentar como a parodia que é um tipo de texto que parte de outro, mas perde seu eixo central e assume uma postura critica.
A paráfrase que trata-se da retomada de um texto sem perder ou mudar seu fio condutor sua lógica como exemplo resumos, adaptações e traduções.
O pastícese que é também um tipo de intertextualidade, que sai do texto especifico e passa a fazer proveito, dos recursos e do clima que a obra possa oferecer.
Essa TP foi fundamental para discutirmos a questão do ponto de vista, que traduz no escrito os momentos históricos sujeito locutor e interlocutor como essa compreensão é importante no âmbito da sala de aula, já que ao solicitar a análise ou a produção de um texto, pois se parte de um ponto de vista, mas cabe ressaltar que toda opinião pode ser contestada, mas deve ser respeitada
TP2
Na TP 2 da L.P. vimos um pouco sobre lingüística e analise literária.
O formador Rubem Pinto esclareceu inicialmente, alguns pontos sobre “Analise Lingüística” e “gramática”. Ressaltou sobre três concepções de gramática a interna, a descritiva e a normativa. Frisou que a gramática interna é o conjunto de regras que qualquer falante da língua domina, a descritiva é o conjunto de regras que o observador da língua procura compreender e explicar, já a gramática normativa é voltada para as regras da norma culta, que privilegia a modalidade escrita e a linguagem literária.
Em seguida o formador direcionou o estudo das seções em grupo, de forma que cada grupo ficou com uma seção e socializou os conhecimentos adquiridos com os demais.
TP4
A TP4 nos remeteu ao nosso processo de construção da escrita uma vez que o seu estudo nos fez refletir quanto ao desenvolvimento da escrita, sua função social e as diversas formas que a sociedade letrada a utiliza e representa.
Assim é possível salientar que as reflexões feitas nos grupos sobre o conceito de letramento se tornou bem mais amplo pois com as intervenções do formador concluímos que letramento não se restringe apenas a escrita convencional e sim aos modos com que esta se apresenta na sociedade, com seus usos e suas funções nas diferentes situações comunicativas em que é utilizada coletiva e pessoalmente. Compreendemos também com o estudo da TP que a leitura e a escrita são atividades de comunicação e que fazem parte da cultura e ao mesmo tempo se constroem historicamente.
Foi debatido também nesse encontro como se da os usos e funções da escrita no cotidiano leitura na sala de aula.
Foi salientado também a importância de valorar os conhecimentos prévios do sujeito envolvido no processo.
Ainda discutimos que o “Ler” é diferente do “Compreender o texto”, pois o ato de ler se restringe a reconhecer palavras e seus significados e já a compreensão é bem mais amplo, pois alem do reconhecer palavras e significados é também um construir pensamentos, raciocínios e saberes, carregados de intenções do sujeito que lê.
Por fim essa TP trouxe para práxis de qual quer educador uma grande contribuição tanto no ato de valorar os saberes do educando como nas questões que envolvem os processos de construção da leitura e da escrita perspectiva do letramento.
TP5
A TP5 foi realizada por meio de seminário.
O formador distribui os temas para os grupos e em seguida, cada grupos e em seguida, cada grupo se organizou para a elaboração dos trabalhos a serem apresentados no seminário.
O primeiro grupo ficou com o tema “Estilística” que estuda os valores ligados à sonoridade, à significação e formação das palavras, à constituição da frase e do discurso. O grupo fez uma belíssima e esclarecedora apresentação em PowerPoint.
O segundo grupo, do qual eu fui componente, falou sobre “ consciência textual” trabalhamos com alguns slides interessantes e divertidos onde os discursos estava incoerentes com a pratica para melhor compreensão do tema.
O terceiro grupo apresentou o tema “coesão textual” bastante esclarecedor quando apontou que coesão textual refere-se às relações de sentido que se estabelecem no interior do texto.
Já o quaro grupo, ficou incumbido de apresentar o tema “Relações lógicas no texto”, com muita clareza o grupo ressaltou que nas nossas interlocuções diárias, buscamos sempre o fio condutor da organização das idéias e das informações: buscamos a lógica dos discursos.
O formador parabenizou todos os grupos pela brilhante apresentação no seminário.
TP6
Na unidade 21 da TP6, vimos um pouco sobre tipos textuais. Ficou claro por meio dos estudos realizados que toda manifestação lingüística é também basicamente argumentativa, mas nem sempre temos consciência disso.
Estudamos também as funções básicas da língua escrita vejamos algumas: “Expressiva” é utilizada para expressão individual, centrada no eu. EX: diário, depoimentos etc. “Função Apelativa” centrada no leitor para influenciar seu comportamento. “função metalingüística” quando a linguagem se refere a si mesma, se constituindo objeto de descrição e explicação. “Função poética” ao focar no texto as sua possibilidades expressivas, o autor visa elaborar no leitor uma experiência estética e por ultimo, a função referencial, utilizada para descrever, conceituar, informar.
Ainda nesta TP, na unidade 23, vimos como deve ocorrer o processo de produção textual, especificamente revisão e edição. Aprendemos que o ensino e aprendizagem do processo de revisão requerem uma pratica de estratégias de releitura, reflexão e do afastamento do escritor do seu próprio texto. Outro fator importante é não colocar excessivas exigências para escritores que têm severos problemas com a escrita.
Fechamos a unidade 24 com o tema “Literatura para adolescentes”. Discutimos sobre a riqueza literária encontrada nos livros que tem o adolescente como público alvo. Sabemos que eles lêem pouco, mas muitas vezes, seus problemas de leitura insuficiente estão ligados a uma leitura insuficiente do professor e de praticas pouco produtivas da escola, em torno do ato de ler.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
ARRAIÁ DOS GÊNEROS

Esta foto foi tirada no dia das apresentações dos alunos sobre os gêneros textuais. Foi um projeto desenvolvido no mês de junho na escola Jane Assis Peixoto, e por ser o mês das festas juninas, todo o trabalho foi realizado com uma linguagem bem caipira.
Os alunos caracterizados de caipira apresentaram de maneira bem cômica vários gêneros textuais: receitas, piadas, contos, horóscopo, telefonema, biografia entre outros.
O objetivo do projeto é fazer o aluno vivenciar os gêneros, para depois estudá-los, ou seja, partir do todo para as partes.
Foi um evento que contou com a participação unânime dos alunos do 3º ano noturno do Ensino Médio, o que pode ser considerado uma conquista muito grande, pois tivemos a oportunidade de ouvir alguns relatos de professores que trabalham nestas turmas que diziam estarem surpresos com as participação de certos alunos que mal abriam a boca em sala de aula.
O Projeto Arraiá dos Gêneros, foi desenvolvido por Maria Dilma Carmona, Maria Dulcinéia Silva Teixeira, Ruth e Absmael Ferreira, todos educadores e cursistas do GESTAR II, para atender a proposta desta formação continuada.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Memorial da minha profissão
Qual! Não posso interromper o memorial; aqui me tenho outra vez com a pena na mão. Em verdade dá certo gosto em deitar ao papel certas coisas que querem sair da cabeça, por via da memória ou reflexão.
Machado de Assis
Bem caro leitor, proponho-me neste memorial, compartilhar algumas experiências que marcaram a minha carreira enquanto profissional da educação. Para início de conversa, comecei a trabalhar na educação em 1999. E para ser bem sincera, eu não sabia o significado real da palavra ENSINAR, a visão que tinha e que infelizmente muitos professores ainda tem, é a de que o aluno quando entra na escola é como um papel em branco que precisa ser preenchido por aquele que é o detentor do saber, adivinha que é? O professor, quem mais poderia ser.
De acordo com Vygotsk(1991), o ponto de partida para a aprendizagem deve ser aquilo que a criança já sabe, levando-a a entrar no caminho da análise intelectual, da comparação, da unificação e do estabelecimento de relações lógicas.
Ao refletir sobre a maneira pela qual fui alfabetizada e iniciei meu trabalho como alfabetizadora, percebi uma relação muito forte com o que Paulo Freire chamava de “educação bancária”, onde o professor deposita no aluno o conhecimento que julga necessário para sua aprendizagem, e, em seguida tenta fazer o saque por meio das benditas provas, que ao invés de servir de instrumento para diagnosticar o desempenho da turma, servia para punir os alunos que não alcançassem a nota desejada pelo professor.
É desta forma, que a maioria de nós, educadores, fomos alfabetizados, por isso, essa prática tradicionalíssima era uma constante em sala de aula, ensinar da forma que aprendemos era mais seguro, pois bastava nos espelhar em nossos professores.
Eu vibrava sempre que depois de trabalhar com as famosas palavras chaves durante a semana, meus alunos conseguiam escrever tais palavrinhas na hora do ditado. Oh, como sou boa professora! A maioria dos meus alunos acertou...
Mas aí, apareceu o PROFA, e com ele a Emilia Ferreiro, Telma Waisz, Paulo Freire, Vygotsk, entre outros, que me fizeram refletir profundamente sobre a minha até então, perfeita prática pedagógica.
Não me esqueço de um vídeo que assisti no PROFA, que me fez viajar à minha sala de aula na época, nesse vídeo, o aluno foi convidado a escrever a palavra cavalo, e assim o fez, sem trocar sequer uma letra do lugar, em seguida a professora pediu que escrevesse a palavra vaca e o mesmo não soube fazer, ficou claro naquele momento, que aquele aluno não aprendeu a refletir sobre a sua escrita, escrevia de forma mecânica, provavelmente culpa das tais palavras chaves, que eram trabalhadas por mim e por muitos professores na época.
Bom, trabalhei de 1999 a 2003, nas séries iniciais do Ensino Fundamental, e graças a muitas leituras e reflexão da minha prática pedagógica, pude com o tempo, corrigir muitos erros cometidos em minha carreira de profissional da educação. Penso que o ponto de partida é esse, buscar compreender o processo ensino-aprendizagem por meio das leituras, reflexões e experiências vividas no contexto escolar. O bom educador precisa estar aberto às mudanças, mente reacionária não combina com educação. È preciso fazer de cada sala de aula um laboratório, descobrir de que forma as crianças aprendem, o tempo de aprendizagem de cada um, seus anseios, suas limitações, é dessa forma, que o professor constrói sua história enquanto profissional da educação, pois ninguém nasce e sim, se torna educador.
Em 2003 iniciei meu curso de Pedagogia, na Universidade do Estado da Bahia-UNEB. Sentia-me realizada em poder aprofundar meus conhecimentos na área que descobrir gostar tanto que é a educação.
Neste mesmo ano, passei no concurso público oferecido pelo município, pois até então era professora contratada. Pelo concurso e formação, deveria continuar no ensino de 1ª a 4ª séries, mas devido a falta de professor nas áreas específicas, fui convidada a lecionar em turmas de correção de fluxo nas séries finais do Ensino Fundamental. Mais um desafio pela frente! Até o momento, só tinha experiência com crianças, não sabia como lidar com adolescentes e o que é pior, não me sentia preparada para trabalhar conteúdos que vi tão pouco, quando estudava. Ensinar aquilo que na verdade, nunca aprendi. Mas a carência de profissional na área era tanta, que me vi obrigada a aceitar o desafio. É claro, que eu também não podia fingir que estava trabalhando, por isso, comecei a estudar muito todo o conteúdo que precisava trabalhar com aqueles alunos, mas minha angústia maior foi perceber que os alunos estavam bem aquém dos conteúdos propostos no pacote chamado de correção do fluxo escolar. Foi uma tarefa árdua, numa concepção de ensino que deixava professores de pés e mão atados, pois a maneira de ensinar era arraigada numa prática bem tradicional.
E, por falar em tradicional, infelizmente muitos educadores acreditam que o construtivismo, concepção de ensino que se opõe ao ensino tradicional, é um método que determina o que o professor deve ou não fazer, e que nesta concepção de ensino o professor não possui um papel muito relevante em sala de aula, pois muitos equivocadamente, pensam que basta observar passivamente seus alunos e propor atividades lúdicas sem um acompanhamento sistemático, que não se precisa corrigir os erros, que o professor deve considerar tudo que o aluno produz como correto. Esta visão equivocada do construtivismo muito contribuiu e contribui ainda hoje, para o insucesso de muitos alunos.
O construtivismo nada mais é do que uma teoria que mostra como o aluno aprende e como o professor deve intervir, de modo que haja o conflito, pois de acordo com Piaget, este é necessário para o acontecimento do aprendizado. Isso aprendi no PROFA.
No ano de 2007, recebi um convite para ser formadora de Língua Portuguesa do GESTAR-Gestão da Aprendizagem Escolar. Considero uma experiência preciosa para a minha formação, porque o curso propõe diferentes e ricas metodologias para o ensino da língua. Como formadora, pude compartilhar minhas experiências e encher-me com as muitas dos cursistas.
O GESTAR nos convidava a refletir sobre nossa maneira de ensinar, exatamente o que todo professor precisa - refletir sobre sua prática. A maneira que leciono ajuda meus alunos a pensar criticamente, a questionar, a fazer, a ser? Se a resposta for positiva, certamente um bom trabalho vem sendo feito com os alunos em sala de aula.
Em 2008, assumir a coordenação de dois programas do Instituto Ayrton Senna, o Gestão Nota 10 e Circuito Campeão. São programas que fazem o gerenciamento sistematizado do processo ensino-aprendizagem. O Gestão Nota 10 é o programa que abrange todas as escolas e turmas do ensino fundamental . O Circuito Campeão, no ano de implantação, fez o acompanhamento do 1º e 2º anos, este ano de 2009, estão inseridas também neste programa, as turmas do 3º ano do Ensino Fundamental
Os dados são coletados nas salas de aula, analisados e consolidados pelo coordenador pedagógico com o apoio do diretor, em seguida são enviados para a SME analisados e inseridos no sistema. Nestes programas temos uma agência técnica, que faz uma outra analise situacional do município e envia uma devolutiva, para as decisões cabíveis.
No início deste ano de 2009, assumi a coordenação do Se liga e Acelera, são programas para corrigir a distorção idade/série do fluxo escolar. No Se liga estão os alunos não alfabetizados e no Acelera os alunos já alfabetizados, em ambos os casos com distorção idade/série.
Tais programas constituem verdadeiros desafios para o professor, pois geralmente nestas turmas, estão alunos com muitas dificuldades de aprendizagem, devido a vários fatores como: indisciplina, decorrente muitas vezes da carência afetiva e maus tratos, descaso familiar, falta de limites entre outro afins. São muitos os relatos trazidos pelos professores que permitem uma profunda reflexão sobre o papel da família na educação de seus filhos. Enquanto o tripé família, aluno e escola, não estiverem em perfeita harmonia, ainda teremos muitos problemas concernentes ao processo ensino-aprendizagem. Em tempos anteriores, a família era vista como parceira da escola, hoje porém, parece mais inimiga, pois a maioria dos pais só aparece para fazer reclamações de algo que não os agrada ou saber porque a bolsa escola foi bloqueada. Infelizmente essa é a nossa realidade e esses problemas são mais acentuados nas turmas de correção de fluxo escolar. Nesse sentido, cada professor,não importa em que forma de ensino ou série que atua, deve assumir o compromisso de estar engajado na luta por uma educação libertadora, voltada para a emancipação do ser humano como um todo como propõe Freire (1996), com ou sem o apoio da família .
Esse meu contato com o grupo de professores, permitiu-me crescer e amadurecer profissionalmente, pois as experiências vividas e relatadas pelos colegas da área e a luta por possíveis soluções, com decisões ora acertadas ora frustradas, rendeu-me momentos preciosos de reflexão da prática pedagógica.
Para finalizar esse memorial, pego emprestadas as palavras da escritora Clarice Lispector que disse uma vez: “É na hora de escrever que muitas vezes fico consciente de coisas, das quais, sendo inconsciente, eu antes não sabia que sabia.”
Machado de Assis
Bem caro leitor, proponho-me neste memorial, compartilhar algumas experiências que marcaram a minha carreira enquanto profissional da educação. Para início de conversa, comecei a trabalhar na educação em 1999. E para ser bem sincera, eu não sabia o significado real da palavra ENSINAR, a visão que tinha e que infelizmente muitos professores ainda tem, é a de que o aluno quando entra na escola é como um papel em branco que precisa ser preenchido por aquele que é o detentor do saber, adivinha que é? O professor, quem mais poderia ser.
De acordo com Vygotsk(1991), o ponto de partida para a aprendizagem deve ser aquilo que a criança já sabe, levando-a a entrar no caminho da análise intelectual, da comparação, da unificação e do estabelecimento de relações lógicas.
Ao refletir sobre a maneira pela qual fui alfabetizada e iniciei meu trabalho como alfabetizadora, percebi uma relação muito forte com o que Paulo Freire chamava de “educação bancária”, onde o professor deposita no aluno o conhecimento que julga necessário para sua aprendizagem, e, em seguida tenta fazer o saque por meio das benditas provas, que ao invés de servir de instrumento para diagnosticar o desempenho da turma, servia para punir os alunos que não alcançassem a nota desejada pelo professor.
É desta forma, que a maioria de nós, educadores, fomos alfabetizados, por isso, essa prática tradicionalíssima era uma constante em sala de aula, ensinar da forma que aprendemos era mais seguro, pois bastava nos espelhar em nossos professores.
Eu vibrava sempre que depois de trabalhar com as famosas palavras chaves durante a semana, meus alunos conseguiam escrever tais palavrinhas na hora do ditado. Oh, como sou boa professora! A maioria dos meus alunos acertou...
Mas aí, apareceu o PROFA, e com ele a Emilia Ferreiro, Telma Waisz, Paulo Freire, Vygotsk, entre outros, que me fizeram refletir profundamente sobre a minha até então, perfeita prática pedagógica.
Não me esqueço de um vídeo que assisti no PROFA, que me fez viajar à minha sala de aula na época, nesse vídeo, o aluno foi convidado a escrever a palavra cavalo, e assim o fez, sem trocar sequer uma letra do lugar, em seguida a professora pediu que escrevesse a palavra vaca e o mesmo não soube fazer, ficou claro naquele momento, que aquele aluno não aprendeu a refletir sobre a sua escrita, escrevia de forma mecânica, provavelmente culpa das tais palavras chaves, que eram trabalhadas por mim e por muitos professores na época.
Bom, trabalhei de 1999 a 2003, nas séries iniciais do Ensino Fundamental, e graças a muitas leituras e reflexão da minha prática pedagógica, pude com o tempo, corrigir muitos erros cometidos em minha carreira de profissional da educação. Penso que o ponto de partida é esse, buscar compreender o processo ensino-aprendizagem por meio das leituras, reflexões e experiências vividas no contexto escolar. O bom educador precisa estar aberto às mudanças, mente reacionária não combina com educação. È preciso fazer de cada sala de aula um laboratório, descobrir de que forma as crianças aprendem, o tempo de aprendizagem de cada um, seus anseios, suas limitações, é dessa forma, que o professor constrói sua história enquanto profissional da educação, pois ninguém nasce e sim, se torna educador.
Em 2003 iniciei meu curso de Pedagogia, na Universidade do Estado da Bahia-UNEB. Sentia-me realizada em poder aprofundar meus conhecimentos na área que descobrir gostar tanto que é a educação.
Neste mesmo ano, passei no concurso público oferecido pelo município, pois até então era professora contratada. Pelo concurso e formação, deveria continuar no ensino de 1ª a 4ª séries, mas devido a falta de professor nas áreas específicas, fui convidada a lecionar em turmas de correção de fluxo nas séries finais do Ensino Fundamental. Mais um desafio pela frente! Até o momento, só tinha experiência com crianças, não sabia como lidar com adolescentes e o que é pior, não me sentia preparada para trabalhar conteúdos que vi tão pouco, quando estudava. Ensinar aquilo que na verdade, nunca aprendi. Mas a carência de profissional na área era tanta, que me vi obrigada a aceitar o desafio. É claro, que eu também não podia fingir que estava trabalhando, por isso, comecei a estudar muito todo o conteúdo que precisava trabalhar com aqueles alunos, mas minha angústia maior foi perceber que os alunos estavam bem aquém dos conteúdos propostos no pacote chamado de correção do fluxo escolar. Foi uma tarefa árdua, numa concepção de ensino que deixava professores de pés e mão atados, pois a maneira de ensinar era arraigada numa prática bem tradicional.
E, por falar em tradicional, infelizmente muitos educadores acreditam que o construtivismo, concepção de ensino que se opõe ao ensino tradicional, é um método que determina o que o professor deve ou não fazer, e que nesta concepção de ensino o professor não possui um papel muito relevante em sala de aula, pois muitos equivocadamente, pensam que basta observar passivamente seus alunos e propor atividades lúdicas sem um acompanhamento sistemático, que não se precisa corrigir os erros, que o professor deve considerar tudo que o aluno produz como correto. Esta visão equivocada do construtivismo muito contribuiu e contribui ainda hoje, para o insucesso de muitos alunos.
O construtivismo nada mais é do que uma teoria que mostra como o aluno aprende e como o professor deve intervir, de modo que haja o conflito, pois de acordo com Piaget, este é necessário para o acontecimento do aprendizado. Isso aprendi no PROFA.
No ano de 2007, recebi um convite para ser formadora de Língua Portuguesa do GESTAR-Gestão da Aprendizagem Escolar. Considero uma experiência preciosa para a minha formação, porque o curso propõe diferentes e ricas metodologias para o ensino da língua. Como formadora, pude compartilhar minhas experiências e encher-me com as muitas dos cursistas.
O GESTAR nos convidava a refletir sobre nossa maneira de ensinar, exatamente o que todo professor precisa - refletir sobre sua prática. A maneira que leciono ajuda meus alunos a pensar criticamente, a questionar, a fazer, a ser? Se a resposta for positiva, certamente um bom trabalho vem sendo feito com os alunos em sala de aula.
Em 2008, assumir a coordenação de dois programas do Instituto Ayrton Senna, o Gestão Nota 10 e Circuito Campeão. São programas que fazem o gerenciamento sistematizado do processo ensino-aprendizagem. O Gestão Nota 10 é o programa que abrange todas as escolas e turmas do ensino fundamental . O Circuito Campeão, no ano de implantação, fez o acompanhamento do 1º e 2º anos, este ano de 2009, estão inseridas também neste programa, as turmas do 3º ano do Ensino Fundamental
Os dados são coletados nas salas de aula, analisados e consolidados pelo coordenador pedagógico com o apoio do diretor, em seguida são enviados para a SME analisados e inseridos no sistema. Nestes programas temos uma agência técnica, que faz uma outra analise situacional do município e envia uma devolutiva, para as decisões cabíveis.
No início deste ano de 2009, assumi a coordenação do Se liga e Acelera, são programas para corrigir a distorção idade/série do fluxo escolar. No Se liga estão os alunos não alfabetizados e no Acelera os alunos já alfabetizados, em ambos os casos com distorção idade/série.
Tais programas constituem verdadeiros desafios para o professor, pois geralmente nestas turmas, estão alunos com muitas dificuldades de aprendizagem, devido a vários fatores como: indisciplina, decorrente muitas vezes da carência afetiva e maus tratos, descaso familiar, falta de limites entre outro afins. São muitos os relatos trazidos pelos professores que permitem uma profunda reflexão sobre o papel da família na educação de seus filhos. Enquanto o tripé família, aluno e escola, não estiverem em perfeita harmonia, ainda teremos muitos problemas concernentes ao processo ensino-aprendizagem. Em tempos anteriores, a família era vista como parceira da escola, hoje porém, parece mais inimiga, pois a maioria dos pais só aparece para fazer reclamações de algo que não os agrada ou saber porque a bolsa escola foi bloqueada. Infelizmente essa é a nossa realidade e esses problemas são mais acentuados nas turmas de correção de fluxo escolar. Nesse sentido, cada professor,não importa em que forma de ensino ou série que atua, deve assumir o compromisso de estar engajado na luta por uma educação libertadora, voltada para a emancipação do ser humano como um todo como propõe Freire (1996), com ou sem o apoio da família .
Esse meu contato com o grupo de professores, permitiu-me crescer e amadurecer profissionalmente, pois as experiências vividas e relatadas pelos colegas da área e a luta por possíveis soluções, com decisões ora acertadas ora frustradas, rendeu-me momentos preciosos de reflexão da prática pedagógica.
Para finalizar esse memorial, pego emprestadas as palavras da escritora Clarice Lispector que disse uma vez: “É na hora de escrever que muitas vezes fico consciente de coisas, das quais, sendo inconsciente, eu antes não sabia que sabia.”
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